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domingo, 24 de abril de 2011

"Bhagavad-gita Como Ele É"

S. Maharaj Prabhupada

Mas o que é o Bhagavad-gita especificamente? O propósito do Bhagavad-gita é liberar a humanidade da ignorância da existência material. Entre tantos seres humanos que sofrem, há poucos que realmente inquirem sobre sua posição, sobre o que são, por que foram colocados nesta situação complicada e assim por diante. A menos que a pessoa desperte para essa posição de questionar seu sofrimento, a menos que realize que não quer sofrer e em vez disso realizar uma solução para todos seus sofrimentos, não pode ser considerada um ser humano perfeito. Humanidade começa quando esse tipo de questionamento desperta dentro da mente.

A consciência suprema é similar ao ser vivo da seguinte maneira: ambas consciências do Senhor e dos seres vivos são transcendentais. Não é que a consciência é gerada pela associação com a matéria. Essa é uma idéia errada. A teoria de que a consciência se desenvolve sob certas circunstâncias da combinação material não é aceita pelo Bhagavad-gita.

Quando estamos contaminados pela matéria, somos considerados condicionados. A consciência falsa se exibe com a falsa impressão de que sou um produto da natureza material. Isso se chama ego falso. A pessoa que está absorta no pensamento das concepções corpóreas não pode entender essa situação. O Bhagavad-gita foi falado para liberar a pessoa do conceito corpóreo de vida, e Arjuna se pôs nessa posição a fim de receber esta informação do Senhor. A pessoa tem que se livrar do conceito corpóreo de vida; essa é a atividade preliminar do transcendentalista. A pessoa que deseja ser livre, que quer ser liberada, deve primeiro aprender que não é este corpo material.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Upanishads - Mundaka

Swami Prabhavananda

OM . . .
Com nossos ouvidos, ouçamos o que é bom.
Com nossos olhos, contemplemos vossa integridade.
Tranquilos no corpo, possamos nós, que vos veneramos,
encontrar descanso.
OM . . . Paz - paz - paz.
[...]

    Como dois pássaros de plumagem dourada, inseparáveis companheiros, assim o Eu individual e o Eu imortal se empoleiram nos galhos da mesma árvore. O primeiro prova as frutas doces e amargas da árvore; o último, nada experimentando, observa calmamente.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Meditação e Vida Espiritual

S. Yatiswarananda - Renúncia e Desapego

A necessidade da renúncia

É realmente muito estranho que as pessoas sofram tanto e ainda assim não despertem, mas se prendam a todos os tipos de falsas identificações. O mundo inteiro está preso pelo desejo de riqueza e sexo. As pessoas fazem disto a meta de suas vidas e ao final sofrem. Identificando-se com nosso corpo e com os outros corpos nos prendemos em todos os tipos de envolvimentos emocionais e criamos sofrimento sem fim. É claro que há muitas pessoas que parecem gostar de tudo isto. Como na parábola de Sri Ramakrishna, o camelo come arbustos espinhosos que sangram a sua boca, mas continua a comê-los da mesma forma. Mas um aspirante espiritual não pode viver desta forma. Ele fixou para si mesmo um ideal elevado e por isso não pode perder-se em envolvimentos mundanos. Por isso começa a pensar profundamente sobre renúncia e desapego.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Bahgavad - Gita - Canto XV

Yoga do Alcance do Princípio Supremo

Fala Krishna:
1. Eterno é chamado o ashvattha, a figueira sagrada que tem suas raízes para cima e os ramos para baixo; suas folhas são os hinos védicos, Quem o conhece, conhece os Vedas.

2. Seus ramos se espalham para cima e para baixo, nutridos pelas três qualidades; suas folhas são os objectos dos sentidos. Suas raízes se estendem para baixo, os vínculos da acção no mundo dos mortais.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Bahgavad - Gita - Canto X

Canto do Senhor

Das Manifestações de Deus no Universo

Fala Krishna:

Meu querido Arjuna, guerreiro de braços fortes, escute mais uma vez Minha palavra suprema. O que vou dizer agora é para seu benefício e dar-lhe-á grande alegria.

Nem os deuses nem os grandes rishis conhecem minha origem pois Eu sou o princípio absoluto dos deuses e dos grandes rishis.

Deva Premal - OM NAMO BHAGAVATE

B. Gita - Cant..VIII


O Canto do Senhor

10. Aquele que medita no eterno, no momento de sua morte, com a mente imóvel, fortalecida pela Yoga e com o alento vital (prâna) concentrado entre as sombrancelhas, dirige-se ao divino espírito supremo.

11. Vou revelar-te em breves palavras a mansão que os conhecedores dos Vedas chamam de indestrutível, em que entram aqueles que venceram a si mesmos e estão livres de paixões.

12. Fechadas todas as portas dos sentidos, a mente concentrada no coração, retendo na cabeça o alento vital, concentrado na Yoga,

13. pronunciando o monossílabo sagrado OM, e concentrado em Mim, quem deixa o Mundo desta forma, ao abandonar seu corpo encaminha-se à meta suprema.

14. Fácil é atingir a suprema perfeição quando o homem anda na minha presença, constantemente consciente de Mim, em todos os caminhos de sua vida e alheio a outros deuses.

15. Essas grandes almas, conscientes da sua união comigo, não tornarão a nascer para esta vida perecível de sofrimentos, mas vêm a mim, a eterna Beatitude.

quarta-feira, 16 de março de 2011

B. Gita - Cant.. III


Canto III - Yoga da Ação

Arjuna disse:

1. Por que queres me engajar nesta terrível batalha, se achas que a compreensão é superior ao trabalho,ó Keshava, ó Jnardana?

2. Minha mente está confusa com Tuas palavras dúbias; dize-me, pois, com clareza o que é melhor para mim.

O Supremo Senhor disse:

sábado, 22 de janeiro de 2011

A CONSCIÊNCIA DIVINA

Ralph Waldo Emerson, o maior filósofo e poeta da América do Norte, disse acertadamente: “O homem é como o frontispício de um templo em cujo interior reside toda a sabedoria e todo o bem. O que normalmente chamamos homem – o que come, bebe, planta, calcula -, não é o verdadeiro homem, senão um disfarce de si mesmo. Não é a ele a quem respeitamos, senão a alma da qual ele é simplesmente um instrumento; se a deixasse aparecer em suas ações, nos faria cair de joelhos em adoração”.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Religião: Essencial ou não essencial?

Toda religião pode dividir-se em duas partes: uma parte chamaremos de essencial e a outra não-essencial. As doutrinas, os dogmas, os ritos, as cerimônias e as mitologias de todos os credos religiosos organizados não são elementos essenciais. Não quer isto dizer que são inúteis; pelo contrário, o simples fato de sua existência prova que são necessários e ajudam em certas etapas ao progresso espiritual.

O Despertar da Fé:

Método da Sabedoria. O objetivo desta disciplina é dar ao sujeito o hábito de aplicar a penetração adquirida por meio de disciplinas precedentes. Quando o sujeito se levanta, está em pé, anda, faz algo, detêm-se, deveria constantemente concentrar sua mente no ato e em sua execução, não em sua relação com o ato. O sujeito deveria pensar: isto é andar, isto é deter-se, isto é advertir; e não: ando, faço isto, é bom, é agradável, faço méritos, sou eu quem adverte quão maravilhoso é. Desde aí nascem pensamentos, sentimentos de júbilo ou de fracasso e desdita. Em vez de tudo isto, o sujeito deveria simplesmente praticar a concentração da mente no ato mesmo, entendendo-o como um meio conveniente para alcançar a tranquilidade mental, ensinamento, penetração e sabedoria; e deveria seguir a prática com fé, bom desejo e alegria. Depois de longa prática, as ataduras aos velhos hábitos se afrouxam até romper-se e em seu lugar aparecem confiança, satisfação, ensinamento e tranquilidade.
Na pura Dharmakaya não existe dualismo, nem sombra de diferenciação. Todos os seres sensíveis veriam, se fossem capazes de adverti-lo, que estão já no Nirvana. A pura Essência da mente é o Altíssimo Samadhi, é Projna Paramita, é a Altíssima Sabedoria Perfeita. (ASHVAGHOSHA)

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

SRIMAD BHAGAVAD-GITA - (O Canto do Senhor)

O CAMINHO DA SABEDORIA REAL E DO MISTICISMO REAL
1 – Disse o BENDITO SENHOR:
A ti, Ó Arjuna, que não Me contrarias, revelarei este grande mistério do conhecimento e sua realização; conhecendo-o, te libertarás do mal.
2 – Este é o rei do conhecimento e do segredo; é a santidade suprema; é percebido diretamente, fácil de praticar, é a espiritualidade e é imperecedouro.
3 – Ó destruidor dos inimigos, as pessoas que carecem de fé nesta doutrina não chegam a Mim e retornam a este mundo mortal.
4 – Todo este mundo está interpenetrado por Mim em Meu estado não manifestado. Todos os seres estão em Mim, mas Eu não estou neles (como sou inconexo, não tenho nenhuma relação com eles).

5 – Nem os seres estão em Mim; observa Meu divino mistério. Ainda que seja o sustém e o protetor dos seres, no entanto, Meu Ser não está neles. (Como não tenho nenhum conceito de ego pessoal, não tenho apego a nada, como têm os seres encarnados.)

6 – Como o grande vento que se move por todas as partes está sempre no espaço, saiba que assim todos os seres estão em Mim.

SRIMAD BHAGAVAD-GITA

10 – O homem de renúncia dotado de sattva (serenidade), de compreensão firme e cujas dúvidas desapareceram, não se aborrece com o trabalho desagradável nem anseia ao agradável.


11 – O ser corpóreo não pode abandonar todas as ações, mas aquele que renuncia ao fruto da ação é considerado como homem de renúncia.


12 – Os frutos das ações são de três tipos: desagradáveis, agradáveis e uma mistura de ambos. Estes frutos se aderem, após a morte, a aquele que não os renunciou, mas não ao homem de renúncia.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

B. Gita - Krishnamurti

"O homem é feito pelas suas crenças.
Conforme aquilo em que crê, assim ele é."

BHAGAVAD-GITA

...

A compreensão do Amor.

... E essa mente - que é então a verdadeira mente religiosa - pode compreender a natureza da morte. Pois, sem a compreensão, não há compreensão do amor. A morte não é o fim da vida. Não é uma consequência de doença, senilidade ou acidente. A morte é uma coisa com que temos de viver todos os dias, morrendo para tudo o que conhecemos. Se não conhecerdes a morte, jamais conhecereis o amor.

O amor não é memória, também não é simbolo, imagem, ideia; não é o amor um ato social; o amor não é uma virtude. Havendo amor, há virtude; não se precisa lutar para se tornar virtuoso. Se não conheceis o amor, é porque ainda não compreendestes o que é morrer - morrer para vossa experiência, morrer para vossos prazeres, morrer para qualquer nemória oculta, inconsciente. É quando tudo trouxerdes à luz e morrerdes a cada minuto - para vossa casa, vossas lembranças, vossos prazeres morrerdes voluntária e facilmente, sem esforço, sabereis então o que é o amor.

(Krishnamurti)

http://dim-dim-universos.blogspot.com/2011/01/o-homem-e-feito-pelas-suas-crencas.html